Colégio de Diretores de Escolas da Magistratura aprova Carta de Chapada dos Guimarães
Participantes do 58º Encontro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) aprovaram, por unanimidade, a Carta de Chapada dos Guimarães, marcando assim o encerramento do evento, que durou três dias, em Chapada dos Guimarães, após seis painéis que trataram temas diversos, voltados à inteligência artificial, agronegócio e sustentabilidade, entre outros assuntos.
O presidente do Copedem e diretor da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargador Marco Villas Boas, enalteceu o trabalho da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos e do desembargador Márcio Vidal à frente da Esmagis-MT e agradeceu pela receptividade na realização do Encontro dos diretores de escolas judiciais. “Receba a homenagem do Copedem à Esmagis e à sua gestão, à sua eficiência e a grande quantidade de cursos, de eventos, seminários e capacitações que você tem proporcionado. É significativo para o engrandecimento do Judiciário brasileiro o que vocês realizaram aqui, muito digno de louvor e que serve de referência para as demais escolas judiciais e de magistratura do Brasil. Agradecemos penhoradamente pela recepção, pela fidalguia e por essa oportunidade”, disse, se direcionando à desembargadora Helena Maria, que, por sua vez, destacou que foi uma honra receber os colegas de magistratura em Mato Grosso.
Confira a Carta de Chapada dos Guimarães na íntegra:
O Colégio Permanente de Diretores das Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) reunido na cidade de Chapada dos Guimarães-MT, entre os dias 11 e 13 de dezembro de 2024, com o tema “Soluções Alternativas de Conflito na Era da Inteligência Artificial Generativa”, deliberou:
1 – Inovação tecnológica e prevenção de conflitos: Reconhece-se a importância do uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) para a identificação precoce de potenciais conflitos, promovendo a conciliação e a mediação como instrumentos de pacificação social e eficiência na resolução de disputas.
2 – Mediação em recuperação judicial: Ressalta-se o papel da IAG na mediação em processos de recuperação judicial, viabilizando negociações mais rápidas e eficazes entre credores e devedores, com base em análise de dados e propostas personalizadas para soluções consensuais.
3 – Agronegócio e soluções alternativas de conflito: Encoraja-se a aplicação de técnicas alternativas de solução de conflitos, mediadas por ferramentas de IAG, especialmente em disputas relacionadas ao agronegócio, promovendo a sustentabilidade e o equilíbrio nas relações contratuais e socioambientais.
4 – Controle de convencionalidade: Destaca-se a relevância da utilização de ferramentas de IAG na identificação de temas relacionados ao controle de convencionalidade, auxiliando magistrados na análise e aplicação de tratados e normas internacionais com maior precisão e celeridade.
5 – Capacitação e formação contínua: Reafirma-se a necessidade de capacitar magistrados e servidores para a utilização responsável e ética das ferramentas de IAG, garantindo que sua aplicação respeite os princípios constitucionais e os direitos fundamentais.
6 – Ética e transparência na utilização da IA: A adoção de tecnologias no Judiciário deve ser norteada por princípios éticos, priorizando a transparência, a imparcialidade e a proteção da dignidade humana, assegurando a confiança nos sistemas de IAG.
7 – Parcerias e interdisciplinaridade: Estimula-se a cooperação entre escolas judiciais, universidades e centros de pesquisa para o desenvolvimento de estudos interdisciplinares e projetos voltados à integração de IAG às práticas judiciais e administrativas.
8 – Governança e eficiência administrativa: Recomenda-se a incorporação de ferramentas de IAG na gestão das Escolas Judiciais, aprimorando a eficiência no planejamento estratégico e na oferta de programas educacionais inovadores.
Chapada dos Guimarães, 13 de dezembro de 2024.
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Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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